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Storytelling

James McSill, finalmente a minha entrevista

Eu sou Ricardo Laranjeira, autor, coach, formador e também agente de outros formadores. Falei pela primeira vez com o James numa conversa em Skype organizada pela nossa amiga Noscilene em Setembro de 2012. Ela no Brasil, James em Inglaterra e eu em Portugal. Acertámos os detalhes para um encontro em Lisboa passadas duas semanas. E assim, numa noite de Outubro, conhecemo-nos pessoalmente. Começava uma parceria profissional para implementar a marca McSill em terras lusitanas, a coordenação do meu primeiro livro – Viver sem Ansiedade – e uma surpreendente fraterna amizade.

Muitas vezes publiquei no site ou enviei em e-mail entrevistas com o James, mas nunca tive a oportunidade de entrevistá-lo eu mesmo. Quem já participou de alguns das nossas dezenas de eventos em Portugal, ou, se estiver a ler no Brasil, das centenas de eventos naquele país, já deve estar familiarizado com parte do que o James diz, ensina e acredita.

Uma das características principais de quem conhece o James é dar-se conta de que o James é imparável, cujo segredo dessa energia, não deixei de perguntar na nossa conversa. Outra característica marcante é como James administra os seus negócios, tende a, meses ou anos a antes do que é «moda», mencionar que «a tendência será…», e consegue surfar na crista da onda. James é crítico, brincalhão, ultra responsável e adora dizer que vive uma vida franciscana. Por isso, a minha primeira questão para ele foi sobre que é a vida. Ele me diz que…

James McSill: A vida é uma tigela de sopa, uma sopa sobre a qual temos pouco controlo quanto à qualidade dos ingredientes – pedaços de carne, frango, cenoura, batata, cebola e tudo mais -, preparamos, comemos, bebemos e desfrutamos. Satisfeito, nós suspiramos, nos alongamos e arrotamos. A única coisa que realmente adicionamos à vida é a nossa voz, para melhor ou para pior. Falando sério, a vida é essa grande e eterna vibração. Nossa vida é apenas um nadinha num planetazinho de uma estrelinha sem graça no rabo do infinito. Sim! Mas que nadinha!

Ricardo Laranjeira: Sei da tua relação com Portugal desde sempre, depois quero saber mais. Mas, agora, gostaria que me explicasses sobre a tua relação com Portugal neste momento, agora.

JM: Eu poderia dizer que está melhor do que nunca. O que não seria verdade. Sempre esteve muito boa. Portugal é sempre muito generoso comigo. Por aqui passam os melhores do mundo em todas as áreas, portanto, fico muito feliz quando percebo que a mim, é-me reservado o meu quinhão. Mas, nesse momento, o que é interessante e inusitado de certa forma, é que dia 12 desde mês (Março de 2019), vamos anunciar, em um “cocktail” oferecido pela Embaixada Britânica, na verdade os convites são enviados pelo próprio embaixador do Reino Unido em Portugal, em que vamos reunir os mais importantes gestores de grandes empresas portuguesas, ou multinacionais que operam em território português, para a apresentação do meu trabalho, numa parceria com o DIT, o Departamento de Negócios Estrangeiros britânico.

RL: Qual o significado disso?

JM: Eu diria qual a importância. O McSill Story Studio será o primeiro a receber, a meu ver, esse privilégio…

RL: Honraria?

JM: Pode ser. Aliás, é uma imensa honra. Contudo, em termos de abrir portas, que ter, digamos, um selo, de que o que fazemos é bom o bastante para que um evento de tal monta seja organizado pelo Governo de um país como o Reino Unido, especialmente para mim, defino como privilégio. É um ingrediente na sopa que é a minha vida pelo qual eu não esperava.

RL: Há muitos anos a lidar contigo, pareces que nunca tens de medo de dizer que «algo inesperado» aconteceu. É como se não te sentisses merecedor.

JM: Essa coisa de sentir-se merecedor ou não faz pouco sentido cultural para mim. Vale sempre lembrar que falo português, mas a minha vida está na Escócia. Tenho uma visão bastante escocesa, nórdica, do mundo. A gente não se sente nem mais nem menos, estamos prontos. Se algo vier a acontecer, como esse privilégio que o DIT me proporciona por meio da Embaixada, muito bem. Se não acontecer, a vida continua e muitas outras coisas boas – e ruins – certamente virão. Enfim, acredito que um sentimento interior de felicidade é uma boa medida para saber se estamos realmente no caminho certo para cumprir o nosso propósito de vida. Não estou falando de formas superficiais de diversão, mas sim de uma qualidade mais profunda de alegria e paz. Podemos não sentir essa sensação todos os dias, mas quando o fazemos, reconhecemos que a vida tem sentido e que estamos cumprindo com sucesso a nossa tarefa de viver e criar esse significado. Em resumo, não busco o sucesso ou reconhecimento. Busco ser feliz. Felicidade é a régua pela qual meço a minha vida.

RL: Tu és sempre avesso às formulas…

JM: Verdade. Desconfio de quem vende fórmulas de felicidade, riqueza ou bem-estar. As empresas que realmente são bem-sucedidas, não necessariamente indivíduos que, sabemos, ludibriam outros às suas doutrinas para ficarem milionários, são aquelas que descobrem os incríveis dons com os quais nascemos e que podemos desenvolver se confiarmos em nosso coração e em nossa intuição. Trata-se de descobrir como oferecer esses dons ao serviço da vida da maneira que pudermos. A fórmula, se existe, é simples: honestidade e trabalho. Trabalho ajudando pessoas e empresas a melhor contar as usas histórias, mas nunca fui um mercador de sonhos.

RL: Esse seria o segredo do teu sucesso?

JM: Eis algo que não paro, por ora, para avaliar. O que sei é tenho um senso de legado, ou seja, não pretendo que daqui a cem anos alguém venha a examinar o meu trabalho, os meus livros, os meus artigos – ler ou ouvir uma entrevista – e concluir que fui um crápula, que me aproveitei da fé ou dos sonhos alheios para fazer dinheiro. Quem vem a mim, quer para uma das minhas formações, treinamentos, consultorias ou lê um dos meus livros verá que jamais tem a ver comigo, com uma fórmula. Tem sempre a ver com a minha audiência, que serve para quem vem ter comigo. O foco está no outro. Claro que há princípios, por exemplo, uma história tem uma estrutura, mas assim como ajudo alguém a entender a estrutura, ajudo a perceber como desmontá-la, remontá-la, recriá-la. O que «vende» sempre é o inédito, o desenhar por números funciona como uma brincadeira, não será jamais uma obra de arte por si só.

RL: Parece que essa tua forma de ver as coisas te tem trazido frutos.

JM: Traz o meu sustento.

RL: Bem mais que o teu sustento. Se vou ao teu Facebook, por exemplo, sempre estás em algum lugar do mundo onde para a maioria é impossível de chegar. O inédito vende!

JM: O que vende é a honestidade. Novamente falando de privilégio, como a honestidade é um valor universal, uma mensagem honesta, concreta e palpável tem me levado desde o começo da minha carreira, que agora passa umas semanas dos quarenta anos, a diversas partes do mundo. Como uma coisa leva à outra, a minha mobilidade chamou a atenção do DIT. Ninguém na minha área no Reino Unido, e poucos no mundo, fazem o que faço com tanta mobilidade e falando as línguas dos povos com que trabalha. Eu raramente preciso ser traduzido, interpretado. Sou ciente que muitos na minha área adorariam ter uma extensão territorial tão larga quanto a minha para trabalhar, mas estão limitados pela língua.

RL: No YouTube, filmaram-te a falar japonês…

JM: Este ano também comecei a entrar no mercado chinês. Se estou em Hong Kong ou na China continental, já começo a fazer sentido do mundo à minha volta. Somente o facto de eu falar inglês, português e espanhol – de verdade – quebra um enorme ‘galho’.

RL: Estavas envolvido com uma telenovela na África, em que língua?

JM: No Quénia falam inglês e suaíli. Saí de lá com uma lista de palavras em suaíli.

Clique em cima da imagem para ver James a falar japonês

RL: Deixa-me, por curiosidade, ir perguntado por continente. Que fazes na Ásia?

JM: No Japão, é mais ou menos o que faço no Brasil e Portugal. Cursos de formação, palestras e consultorias. Recentemente tenho tido residentes no Japão nos meus grupos de consultoria literária. Ou seja, já não é mais apenas empresas. Na China, o DIT me levou lá em dezembro do ano passado, tudo ainda é novo. A China é um mercado muito peculiar, próprio. Estou num processo de adequação da oferta de serviços à China. Há muito daquela bobagem de um grupo de profissionais da área de serviços sair a passear e a visitar empresas chinesas para oferecer o modelo ocidental de, digamos, treinamento. Pouco funciona. O Chinês, diferente do japonês, parece querer coisas chinesas. De certa forma, como os norte-americanos.

RL: Então, o que fazes nos Estados Unidos?

JM: É diversificado. Já fiz eventos de literatura e Storytelling. Lembro de um trabalho imenso para a prefeitura de Atlanta, palestras empresariais, feiras, em Boston, por exemplo. Esse ano está marcado um retiro literário, como os que realizo no Brasil. O segredo nos EUA é falar a linguagem deles. Digo-lhes que a ‘minha fórmula é não ter fórmula’. Como falo inglês com sotaque europeu, isso vai muito bem. Eles respondem muito bem ao sotaque britânico.

RL: E na América Latina?

JM: Embora eu já tenha realizado eventos no Uruguai, prestado trabalho de consultoria na área política na Argentina, bem como ministrado vários cursos e participado de eventos no México, no Brasil atuo fortemente na área da consultoria de histórias. Tenho o privilégio de ter desenvolvido uma reputação positiva junto a autores, editoras, empresas de mídia, palestrantes e por aí vai. Esse ano começaremos mais projetos, principalmente na área de certificação e empresarial, todos inovadores para aquele mercado, com o apoio do DIT.

RL: Europa?

JM: Portugal! Esse apoio do DIT aqui no mercado português será essencial para consolidação do que vimos fazendo e para o lançamento de novos projetos. Principalmente um projeto de certificação e acreditação envolvendo profissionais e empresas de desenvolvimento humano. Já na Europa, na Escócia começámos com a McSill IDEAS MACHINE, em parceria com a minha amiga Rachel McCormack, da BBC, Guardian e por aí vai. Uma parceria com uma pessoa pública é sempre uma força. Para a Escandinávia e Balcãs há uma parceria, também com um amigo luso-britânico, o Rui Miguel, para avançarmos uma metodologia de desenvolvimento humano, chamada SG3M. A SG3M pretende atuar de forma semelhante ao Lego, mas usando peças de história em vez de pecinhas de plástico. Esse braço do McSill Story Studio chama-se Clever By Far. A partir da Inglaterra, vamos implementar a McSill Films, a princípio algo bem modesto, ajudar palestrantes a melhor contar as suas histórias em filme e, acrescentado aos serviços online, que já operados a partir do Reino Unido nos últimos quinze anos, termos grupos fechados de StoryTherapy, formados por coaches e terapeutas europeus.

RL: Tantas coisas é o segredo dessa energia?

JM: Eu diria que é o contrário. A energia é o segredo de tanta coisa. A energia traz-nos confiança. Se me sinto imbuído de confiança, tenho menos medo de empreender. Empreender é frustrante, assustador e, como te disse, não há fórmulas. Pode dar muito certo ou muito errado, muitas vezes, as duas coisas juntas.

RL: E que me dizes da tua relação com Portugal?

JM: Tive a oportunidade neste Fevereiro de ministrar um curso de cinco horas para um grupo grande, umas 200 pessoas de uma só vez. A base do curso foi justamente a história da minha história com Portugal. Funcionou muito bem, mostrei a história de porque falo português, pelos olhos da minha avó. Também, pelo amor da minha avó a Portugal, ela sempre me dizia que eu ‘herdaria’ aquele povo, daí, desde sempre, vi Portugal como a minha casa. E, com o passar dos anos, tornou-se a minha casa. Tudo foi acontecendo aos poucos, foi um crescimento consistente e orgânico. Hoje tenho o meu cantinho em Portugal, residência e muitos amigos. Também sinto que Portugal ‘me herdou’, daí ter um senso de imensa responsabilidade ao trabalhar para promover essa terra. Não sou uma pessoa dada a nacionalismos, mas quando vejo as bandeiras portuguesas e escocesa encho-me de orgulho. Adoro andar pelo mundo, e não é raro o ano em que, se pusesse as minhas viagens em uma linha eu daria mais de uma dezena de voltas ao mundo. Porém, adoro voltar para Portugal e para a Escócia. Não me perguntes o que gosto mais num ou noutro país, não tenho resposta. Enfim, para mim, o significado da vida é aprender e compartilhar esse aprendizado com os outros. Felizmente, não me tem faltado oportunidades.

RL: Obrigado por esta partilha James.


Tal como foi referido, este inicio de 2019 está muito agitado. Após a participação da jornalista Fernanda Freitas na última edição da Certificação Internacional em Storytelling em Dezembro de 2018, surgiu o convite e desafio para fazer uma formação para cerca de 200 voluntários da Associação Nuvem Vitória no Tagus Park em Oeiras. Embora o trabalho de desenvolvimento e aprofundamento seja feito habitualmente com grupos pequenos, James faz regularmente palestras para centenas ou milhares de pessoas – 2500 no Brasil, 4000 no México, 2000 no Japão e ainda este ano, em Agosto em São Paulo, a parada sobe até às 11000 no evento do Grupo KLA.

Março de 2019 traz consigo esta novidade, a parceria entre a Comunicação Mais Eficaz e a McSill Story Studio tendo o suporte e apoio da Embaixada Britânica em Portugal, com o objetivo de reunir alguns dos CEO’s e Directores das 100 Maiores Empresas Nacionais. É inexplicável o que simplesmente foi acontecendo naturalmente ao longo do percurso. Esta sopa que o James fala que é a vida está constantemente reinventando-se e surpreende-nos. Muitas novidades vêm aí – como o sistema de acreditação de cursos, formações e até mesmo profissionais – e serão todas anunciadas muito em breve.

Ricardo Laranjeira

Autor, Second-life Coach e Formador

 

A formação mais importante que James McSill realiza em Portugal ao longo de 3 dias é a Certificação Internacional em Storytelling – Saiba mais AQUI

Um dos consultores de história mais bem-sucedidos do mundo, reconhecido e elogiado pelo seu vasto trabalho na América Latina, América do Norte e Europa, estendendo-se, agora, à Ásia. James, anglo-brasileiro, trilíngue e linguista por formação, tem mais de trinta anos de experiência na arte de conduzir autores a uma “história viável para publicação” e a sensibilizar líderes e organizações quanto aos benefícios do Storytelling como instrumento de trabalho e transformação. Fundador e diretor-executivo da McSill Story Studio (Inglaterra); executivo-chefe do McSill Story Studio (Brasil, Reino Unido, Portugal, Japão e EUA) e do McSill Story/ Transmédia Studio (York/Glasgow), sempre foi pioneiro na indústria do livro e na consultoria de histórias, hoje estendendo-se a TV, Cinema, Teatro e parques temáticos. James é autor de mais de uma dezena de livros, conferencista em reconhecidas convenções de RH e académicas (EUA, Brasil, México e Japão); conduz treinamentos, seminários, workshops e palestras, bem como consultorias privadas para indivíduos ou empresas em todos os aspectos do Storytelling, atingindo uma audiência de mais de dez mil pessoas ao ano.

James tem como missão levar o maior número possível de pessoas a entender que a história pode mudar a História, transformando vidas, proporcionando satisfação, bem-estar e felicidade.

Para saber a respeito de McSill e seu trabalho, insira no Google «James McSill»

James McSill trabalha com o suporte e estreita parceria do Department for International Trade do Governo Britânico.

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